Se você acha que só passa em tribunal quem é jovem, tem o dia todo livre ou é um gênio da memorização... eu preciso te contar uma coisa.
Em 2012, eu assumi o cargo de Técnico no TRT-2. Mas eu não passei nas cabeças. Eu passei lá atrás, em milésimo quinhentos e pouco, em um concurso atípico que chamou muita gente no final do prazo. Os anos se passaram, eu já estava estável, mas eu queria o cargo de Analista.
Entre 2018 e 2025, eu prestei 6 concursos para Analista de Tribunais Federais. Sabe o que aconteceu?
- Reprovei logo de cara em 2018.
- Fiquei na fila do "quase" na Justiça Eleitoral, TRT-12 e TRF-3.
- Em 2025, o pior soco: fui reprovado na objetiva do TRT-15, nem tive minha discursiva corrigida.
A grande virada de chave aconteceu no mesmo ano. Depois da reprovação na prova do TRT-15 e não conseguir aprovação nem na prova objetiva. A frustração foi enorme. Eu tinha 42 anos, uma jornada de trabalho integral, esposa, um filho de 4 anos, na época, para dar atenção e o peso psicológico de ter perdido meu irmão recentemente — uma perda que me devastou, mas que também virou meu combustível para buscar uma condição melhor para a minha família.
"Eu percebi que se continuasse estudando do jeito tradicional (leitura passiva de PDFs e videoaulas infinitas), eu jogaria anos de bagagem acumulada no lixo. Eu precisava parar de apenas 'assistir' à matéria e aplicar o que eu descobri que os aprovados de elite faziam: Estudo Ativo."
Foi aí que eu decidi usar a tecnologia a meu favor.